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Tenho diabetes, posso fazer cirurgia plástica?


Pacientes diabéticos sempre entram em alerta quando surge a necessidade ou possibilidade da realização de uma cirurgia, já que podem enfrentar dificuldades na cicatrização. Embora essa seja a complicação que figura o imaginário, essa doença afeta também os vasos sanguíneos. Assim, uma vez que esses vasos estão presentes em quase todos os órgãos do corpo, os prejuízos podem ser bastante diversos, como o aumento da chance de infecções, problemas renais, cegueira, etc. No entanto, a simples constatação da diabetes não é uma contraindicação para a cirurgia plástica, desde que esteja equilibrada e que ainda não tenha havido grandes prejuízos aos demais órgãos. Por isso, monitorar é a palavra-chave durante todo o processo de preparação para a cirurgia e o internamento. Para certificar se o paciente está em plena condição de realizar a cirurgia, ele é submetido a exames (conhecido como risco cirúrgico), além disso toda a equipe envolvida no procedimento ajudará e aconselhará o paciente a manter controlados os níveis de açúcar no sangue no período do procedimento e do pós-operatório, evitando oscilações. Também é importante saber quanto tempo o paciente ficará de jejum e também os ajustes necessários dos medicamentos. Por essa razão, o mais aconselhável é que a cirurgia seja realizada de manhã, para diminuir o tempo de jejum. Hoje é o Dia mundial do Diabetes, e apesar deste não ser, necessariamente, um impedimento para realização da cirurgia plástica, o lembrete que fica é: prevenir é sempre melhor que remediar. O número de brasileiros diabéticos dobrou nos últimos 10 anos, por isso a conscientização sobre a doença e a busca por hábitos saudáveis devem ser prioridade, já que ela não se manifesta apenas por fatores genéticos (obesidade e sedentarismo, por exemplo, são fatores de risco).